<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 4
          4a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em quatro
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
          Fax: (0xx21) 3478-4444
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03489-8

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
          Tel.: PABX (0xx11) 3613-3000
          Fax: (0xx11) 3611-3308
             Endereo Internet:
 ~,www.editorasaraiva.com.br~,
 E-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
<P>
<F->
                               I
Sumrio

Segunda Parte

Unidade 4

O Melhor Amigo do Homem

Co! Co! Co!, Millr 
  Fernandes :::::::::::::::: 107
Estudo do texto :::::::::::: 110
Um pouco de gramtica: 
  tipos de frases ::::::::::: 112
Vamos produzir (criao de
  histria a partir de 
  seqncia de cenas) :::::: 115
Dilogo entre textos: 
  Vira-Lata Morre para 
  Salvar Garoto de Pit 
  Bull, jornal O Estado de
  S. Paulo :::::::::::::::: 116
Um pouco de gramtica: 
  pontuao ::::::::::::::::: 122
Vamos produzir (criao de 
  notcia de jornal) ::::::: 125
<P>
Dilogo entre textos: 
  *Poodle*, Ricardo
  Azevedo :::::::::::::::::: 127
Um pouco de gramti-
  ca: r ::::::::::::::::::::: 132
Vamos produzir (debate 
  oral/julgamento) :::::::: 136

Unidade 5

O Povo Canta, Dana... 

Lembranas, Bartolomeu 
  Campos Queiroz :::::::::: 140
Estudo do texto :::::::::::: 144
Um pouco de gramtica: 
  substantivos prprios e
  comuns :::::::::::::::::::: 148
Vamos produzir ::::::::::::: 150
Dilogo entre textos: 
  Festas Juninas, Svia 
  Dumont ::::::::::::::::::: 151
Um pouco de gramtica: 
  substantivos simples e 
  compostos ::::::::::::::::: 163
Vamos produzir (pesquisa
  sobre manifestaes fol-
  clricas) :::::::::::::::: 166
<P>
                            III
Dilogo entre textos 
Texto 1 -- Recado  Me
  Ptria, Wilian Lucas 
  Rogrio, com participao 
  dos alunos do 3o. A da 
  EEEFM Monsenhor Manuel
  C. de Morais :::::::::::: 167
Texto 2 -- Lugar de
  Criana  na Escola, 
  Oliveira de Panellas e
  Isaura de Melo 
  Souza :::::::::::::::::::: 173
Um pouco de gramtica: 
  g/j :::::::::::::::::::::: 176
Vamos produzir (recontagem
  de histria em forma de
  cordel) :::::::::::::::::: 179

Unidade 6

Rumo ao Futuro

S entre Ns -- Abelardo e
  Helosa, Jlio Emlio
  Braz e Janaina
  Vieira ::::::::::::::::::: 181
Estudo do texto :::::::::::: 186
<P>
Um pouco de gramtica:
  substantivo primitivo e
  derivado :::::::::::::::::: 187
Vamos produzir (brincando
  de Internet) :::::::::::: 191
Dilogo entre textos: S 
  entre Ns -- Abelardo e
  Helosa, Jlio Emlio 
  Braz e Janaina Vieira -- 
  Partes 1, 2 e 3 ::::::: 192
Um pouco de gramtica: 
  substantivo coletivo :::::: 207
Vamos produzir ::::::::::::: 211
Dilogo entre textos: 
  Estrelas em Greve, Joo
  A. Carrascoza ::::::::::: 213
Um pouco de gramtica: qua,
  que, qui, quo, qi, qe/
  /gue, gui, ge, gi :::::: 220
Vamos produzir (recontagem
  de histria) ::::::::::::: 223
<F+>
<55>
<TL. P. v. apren. 4>
<T+107>
Unidade 4

O Melhor Amigo do Homem

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc gosta de cachorro?
 Voc tem um? Como ele ?
 Gostaria de ter um?
 O que voc acha da idia de que o co  o melhor amigo do homem?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<56>
Co! Co! Co!

  Abriu a porta e viu o amigo que h tanto no via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um co. Co no muito grande mas bastante forte, de raa indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efuso. "Quanto tempo!" O co aproveitou as saudaes, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa no era com ele. "Ora, veja voc, a ltima vez que nos vimos foi..." "No, foi depois, na..." "E voc, casou tambm?". O co passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o co entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferena por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... Voc se lembra dele?" "Lembro, ora, era
<57>
o que mais... no?" O co saltou sobre um mvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sof (o tempo passando) e deixou l as marcas digitais da sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam no tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "No vai levar o seu co?" "Co? Co? Co? Ah, no! No  meu, no. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. No  seu, no?"

  Moral: Quando notamos certos defeitos nos amigos devemos sempre ter uma conversa esclarecedora.

<R+>
(Millr Fernandes. *Fbulas fabulosas*. Rio de Janeiro, Nrdica, 1991. p. 102-3.)
<R->

  *Millr Fernandes* nasceu em 1924. Jornalista, artista plstico e escritor, trabalhou em rdio, TV e em revistas como a *Veja*. Escreveu e traduziu textos para o teatro. O humor est presente em tudo o que faz.
<P>
Estudo do texto

<R+>
 1. Copie as palavras e expresses a seguir, escrevendo os respectivos significados. Procure descobri-los pelo sentido do texto. Depois, confirme-os utilizando o dicionrio.
 a) co de raa indefinida
 b) com um ar alegremente agressivo
 c) cumprimentou o amigo, com toda efuso
 d) se embarafustou casa adentro
 e) dogue

 2. Releia o trecho: "(...) o co entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferena por parte do visitante."
 a) Justifique a expresso "sorriso amarelo" atribuda ao dono da casa.
 b) Explique a reao de "perfeita indiferena" do visitante.
<58>
<P>
 3. Releia mais este trecho: "Lembro, ora, era o que mais... no?"
     Justifique o uso das reticncias e do *no*.

 4. Quando o visitante foi embora, o narrador repetiu vrias vezes a expresso "se foi". O que quer dizer essa repetio?
 5. Quando o dono da casa perguntou ao visitante se ele no ia levar o co, ele respondeu: "Co? Co? Co? (...)". Em sua opinio, o que significa essa reao?
 6. Em sua opinio, como o dono da casa reagiu com o desfecho da histria?
 7. O que voc sentiu quando leu o final da histria?
 8. No final do texto, h a moral da histria. Explique-a.
 9. Observe os trechos do texto que esto entre aspas e explique o seu uso.
<P>
 10. Transcreva as expresses que indicam a passagem do tempo.
 11. Essa histria poderia acontecer na realidade? Justifique.
 12. Esse texto  um texto de humor? Por qu?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Ordene o conjunto de palavras a seguir, transformando-as em frases. Coloque a pontuao que achar adequada.
 a) porta a abriu amigo o para
 b) se voc lembra dele
 c) meu o sujou sof cachorro o
 d) passou sala pela co o 
     Por que s depois de ordenados os conjuntos de palavras viraram frases?

<59>
 2. Leia as frases e identifique no quadro a idia que transmitem, descobrindo o tipo de frase presente. _`[{o contedo do quadro est abaixo das frases_`]
 a) Quanto tempo!
 b) Abriu a porta e viu o amigo.
 c) E voc, casou tambm?
 d) V embora j!
 e) Guarde seus materiais.
 f) Voc j chegou!
 g) No gostei da brincadeira.
 h) Que cachorro bagunceiro!

 1- surpresa, admirao, espanto; exclamativa
 2- pergunta; interrogativa
 3- ordem ou pedido; imperativa
 4- declarativa afirmativa; afirmativa
 5- declarativa negativa; negativa

 3. Classifique os tipos de frases. Observe:
     Maria Aparecida  muito simptica. -- afirmativa
 a) Voc j almoou?
 b) Fechem a porta imediatamente!
 c) No quero conversa aqui.
 d) O co entrou na sala.
 e) Tragam mais comida, por favor.
 f) Eu no trouxe a lio.
<P>
 g) Voc escovou os dentes, Marcelo?
 h) Voc no escovou os dentes, Marcelo.
 i) Voc  timo, Bruno!
 j) No gosto de fofoca.
 l) Que filme maravilhoso!

 4. Observe as figuras e, a partir delas, crie as frases pedidas. No se esquea de pontu-las adequadamente.
 _`[{cinco figuras, uma para cada item, descritas a seguir._`]

 a) frase interrogativa
     Figura: uma senhora, assustada, olha para uma menina, que segura um cachorrinho nos braos.
<60>
 b) frase exclamativa
     Figura: trs meninos se assustam com um cachorro que rosna para eles.
 c) frase imperativa
     Figura: ao sair de casa, um menino deixa entreaberto o porto, onde se encontra um cachorro. Da janela da casa, uma senhora aponta para o porto.
 d) frase afirmativa
     Figura: de uma calada, trs crianas olham para quatro ces na calada oposta.
 e) frase negativa
     Figura: uma me puxa o filho pelo brao e pela gola da camisa; o menino aponta para um co deitado na rua.

<61>
 5. Recorte de jornais e revistas frases afirmativas, negativas, imperativas, interrogativas e exclamativas. Depois, cole-as no caderno.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Vamos produzir

  Crie uma histria, imaginando o que o homem e o co poderiam ter falado um para o outro. Para isso, crie "falas" para eles.
  Capriche na pontuao!
  No final, leia seu texto para a classe.

Dilogo entre textos

<R+>
 O que voc sabe sobre os vira-latas e os *pit bulls*?
 Voc conhece alguma histria envolvendo um desses animais? Conte-a para a classe.
 Em que publicaes podemos encontrar notcias sobre esses animais?
<R->

<62>
Vira-Lata Morre para Salvar
  Garoto de *Pit Bull*

  LIMEIRA -- A cachorra July, mestia de *poodle* com vira-lata, salvou na quarta-feira a vida do garoto Caque Lopes, de 6 anos, ao enfrentar uma outra cadela, da raa *pit bull*, que atacou a criana. Tudo aconteceu na frente da casa do menino, no Jardim Piratininga, na cidade de Limeira, na regio de Campinas. O confronto entre os dois animais resultou na morte da vira-lata. Apesar do susto, o garoto passa bem. "Foi tudo muito rpido", contou a me de Caque, a dona-de-casa Luciene Lopes, que tambm era dona da vira-lata. Segundo ela, o menino brincava em frente de casa quando a *pit bull* escapou de uma residncia prxima. "A cachorra correu direto para onde estava meu filho", disse Luciene.
  De acordo com ela, ao perceber a aproximao do animal, July avanou sobre a cachorra, permitindo que o garoto corresse para dentro de casa e escapasse.
  Apesar de bem menor, a vira-lata enfrentou a *pit bull* numa briga que impressionou os moradores da vizinhana. July, porm, ficou muito machucada no confronto. No houve tempo de socorr-la. Ela acabou morrendo na rua.
  "Meu filho ainda est muito assustado e talvez precise de um tratamento", avaliou a me do menino. Ela disse que Caque no se conforma com a morte da cachorra. "Eles eram muito apegados."
  O boletim foi registrado no 1o. Distrito Policial de Limeira como um caso de leso corporal dolosa.
  *Novo ataque* -- Os moradores esto assustados com o risco de um novo ataque da cachorra. Apesar de conhecerem os donos, eles dizem que o animal pode representar um perigo para as pessoas.
  A *pit bull*, de nome Rara, pertence  dona-de-casa Maria Souza Coimbra, que ajudou a socorrer o garoto. Segundo ela, a cachorra escapou quando um de seus filhos entrava com o carro na garagem da casa.
  " a primeira vez que isso acontece", relatou Maria. "Vamos reforar a  segurana para 
<P>
evitar que ela escape outra vez", completou a dona-de-casa.

<R+>
(*O Estado de S. Paulo*, 22 dez. 2000.)
<R->

<63>
  Existem diversas explicaes a respeito da origem do *pit Bull*. Alguns criadores afirmam que o *pit bull* surgiu do cruzamento de raas como o *bull Terrier* e o *bulldog*. H quem afirme que o *pit bull* foi criado para o uso em lutas caninas, por isso o prefixo "pit". 
  A CBKC (Confederao Brasileira de Cinofilia) no aceita registros de *pit bull*. Isso porque, segundo a CBKC, ainda no existe um padro oficial da raa. A AKC (American Kennel Club) somente aceitou a raa depois que o nome foi trocado. Isso porque no poderia aceitar uma raa que trouxesse no nome uma referncia s lutas de ces. Nos Estados Unidos, o *pit bull* chama-se *American Staffordshire Terrier*.

~,http:amigocao.cjb.net~,

<R+>
 1. Leia silenciosamente a notcia e, em dupla, ensaiem uma apresentao para a classe como se fosse um jornal falado.

 2. O primeiro pargrafo de uma notcia corresponde ao *lide*, que normalmente traz um resumo das principais informaes sobre o acontecimento. Essas informaes bsicas correspondem s seguintes questes:
 a) O que aconteceu?
 b) Quem estava envolvido?
 c) Onde aconteceu?
 d) Quando aconteceu?
 e) Como aconteceu?
 f) Por que aconteceu?
     Localize-as e escreva-as no caderno.
<P>
 3. Releia a notcia e observe o uso das aspas. O que elas indicam?
 4. Explique por que o enfrentamento da vira-lata causou espanto e virou notcia.
<64>
 5. O que a notcia nos induz a pensar sobre a raa *pit bull*?
 6. Em sua opinio, o que deveria acontecer com a *pit bull* e com os donos?
 7. A me de Caque disse que o filho precisar de tratamento. Que tipo de tratamento? Por que ela pensa assim?
 8. Com relao  linguagem utilizada na notcia, responda: Foi utilizada uma linguagem coloquial, pois h muitos termos caractersticos da linguagem oral, reproduzindo o jeito de as pessoas falarem, ou foi utilizada uma linguagem objetiva, direta, formal, reproduzindo o padro culto da lngua?
<P>
 9. Compare os textos *Co! Co! Co!* e a notcia de jornal, observando a inteno dos autores ao escrev-los e a pontuao utilizada.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+> 
 1. Observe a numerao junto  pontuao presente no trecho a seguir e justifique, no caderno, o uso dos sinais de pontuao.
<R->

  (...)
  --  o lobo! (1) -- cochichou Peninha. Vai devorar o cordeirinho da fbula.
  (...)
  O lobo chegou-se para junto do cordeiro e disse com a insolncia prpria dos lobos: (2)
  -- (3) Que desaforo  esse, (4) seu lanzudo, (4) de estar a sujar a gua que vou beber? (5) No v que no posso servir-me dos restos dum miservel cordeiro?
  O pobrezinho ps-se a tremer. (6) Conhecia de fama o lobo, de cujas garras nenhum cordeiro escapava. (6) E com voz atrapalhada pelo medo respondeu:
  (...)

<R+>
(Monteiro Lobato. *Reinaes de Narizinho*. So Paulo, Brasiliense, 1968.)
<R->

<65>
<R+>
 2. Reescreva o texto a seguir organizando-o com pontuao de dilogo e utilizando a letra maiscula ao iniciar as frases. 
<R->

  Professora que  Joozinho eu quero dizer uma coisa muito importante fala estou com medo de assustar a senhora pode falar  o papai o que tem ele sei no ele disse que se eu tirar zero este ms algum vai levar uma surra.

<R+>
(Ziraldo. *As ltimas anedotinhas do bichinho da ma*. So Paulo, Melhoramentos, 1988. p. 10-1.)
<R->
 
<R+>
 3. Copie esta piadinha pontuando-a adequadamente.
<R->

  O Juquinha e outros dois garotos foram levados ao juizado por causa de uma baita briga no zoolgico O juiz comea o interrogatrio
  Quem  voc e por que est aqui
  Eu sou Juquinha e joguei amendoim nos elefantes
  Ento o juiz perguntou ao segundo
  Quem  voc e por que est aqui
  Eu sou Joozinho e joguei amendoim nos elefantes
  Ento o juiz perguntou ao terceiro menino, que estava todo machucado
  Quem  voc e por que est aqui
  Eu sou o Amendoim

<R+>
(Guca Domenico e Laert Sarrumor. *Um campeonato de piadas*. So Paulo, Nova Alexandria, 1999. p. 67.) 
<R->
<P>
Vamos produzir

  Observe a seqncia das cenas a seguir e, junto com um colega, escrevam-na em forma de notcia de jornal.
<R+>
_`[{quatro desenhos, descritos a seguir._`]
<R->

  Desenho 1: dois meninos brincando com uma bola,  margem de um rio.
  Desenho 2: de longe, um cachorro observa os meninos.
  Desenho 3: a bola cai no rio, e um dos meninos entra na gua para apanh-la, mas no consegue sair; de braos abertos, o outro fica assustado. O cachorro corre em direo a eles.
  Desenho 4: pela camisa, o cachorro puxa o menino para fora d'gua. O outro fica feliz e corre na direo deles.

<66>
<P>
  Para iniciar a notcia, criem o lide com as seguintes informaes:
<R+>
 O que aconteceu?
 Quem estava envolvido?
 Onde aconteceu?
 Quando aconteceu?
 Como aconteceu?
 Por que aconteceu?
<R->

  Para desenvolver os pargrafos seguintes, vocs podero fornecer detalhes, tais como: quem era a criana e por que estava naquele lugar; de quem era o co e por que estava ali presente; se o co j havia feito algo semelhante anteriormente.
  Desenvolvam cada uma das idias em um pargrafo diferente.
  No final, criem uma manchete. Utilizem uma linguagem objetiva e formal.
  Faam uma reviso, seguindo as orientaes da seo *Nunca se esquea*.
<P>
Nunca se esquea

<R+>
 A manchete est adequada ao texto?
 O lide est completo?
 Foi utilizada uma linguagem objetiva?
 A pontuao foi utilizada corretamente?
 Todas as palavras foram escritas corretamente? 
<R->

Dilogo entre textos

<R+>
 Quais raas de ces voc conhece?
 Fale sobre os tamanhos e o comportamento dessas raas.
 Voc gostaria de possuir um co de uma dessas raas? Por qu? 
<R->

<67>
*Poodle*

  Os *poodles* constituem a raa de ces ou cachorros mais vaidosa e cheia de nhenhenhm. Esses animais andam sempre engomados, perfumosos, isso desde pequenos. Alm disso, costumam usar laqu, fazem as unhas do p e da mo, rapam a sobrancelha e vivem aparando os plos do corpo, criando penteados extravagantes.  praticamente impossvel conversar com exemplares dessa espcie amiga das pulgas por mais do que trs minutos. Logo os *poodles* se distraem, ficam impacientes e olham para as nuvens, viajando em outros assuntos. Basta um p-de-vento ou uma coisinha  toa para esses animais ficarem aflitos, pedirem licena e irem voando at o espelho mais prximo verificar se o penteado desmanchou ou no desmanchou. Ces dessa espcie desmaiam com facilidade, possuem latido esganiado, levam sustos por nada e andam desfilando, sempre emperiquitados, exibindo sua indiscutvel elegncia. Alm disso, um verdadeiro *poodle* l seu horscopo todos os dias, adora bailes, festas e reunies sociais, e no consegue acordar cedo, nem tomar banho sem xampu e creme rinse. Essa vaidosa espcie que late e corre atrs do prprio rabo, vive fazendo dietas e jamais come massas nem acar para, claro, no perder a linha. A grande maioria dos *poodles*,  preciso que se diga, possui bons sentimentos e um corao puro, mas no costuma dormir tranqila, pois d muita importncia  opinio dos outros.

<R+>
(Ricardo Azevedo. *A outra 
  enciclopdia canina*. So Paulo, Companhia das letrinhas, 1997. p. 51.)
<R->

  Atualmente o *poodle*  considerado um dos ces mais populares do mundo, principalmente no Brasil.
  Infelizmente, devido  reproduo sem controle, a maioria dos ces que vemos hoje no esto de acordo com o padro oficial da raa.  recomendvel a aquisio de filhotes somente atravs de criadores confiveis.
  A origem da raa no  bem conhecida, mas h indcios de que o *poodle* seja originrio da Frana.
  O *poodle*  um co ativo e muito inteligente, por isso, de fcil treinamento. Segundo o livro *A inteligncia dos ces*, de *Stanley Coren*, o *poodle*  a segunda raa mais inteligente e obediente para o trabalho.
  Atualmente o *poodle*  consagrado como um excelente co de companhia. Extremamente dcil, carinhoso e brincalho,  um timo amigo das crianas.

~,http:amigocao.cjb.net~,

<68>
<R+>
 1. O que significam as expresses "cheia de nhenhenhm" e "andam sempre engomados"?
<P>
 2. O texto apresenta vrias caractersticas dos *poodles*. Algumas podem ser consideradas reais da raa, outras figuradas. Observe as alternativas a seguir e identifique aquelas que podem ser consideradas reais.
 a) andam sempre engomados
 b) raa cheia de nhenhenhm
 c) fazem as unhas do p e da mo
 d) rapam as sobrancelhas
 e) vivem aparando os plos do corpo
 f) possuem latido esganiado
 g) andam desfilando, exibindo sua indiscutvel elegncia

 3. Transcreva um trecho do texto que comprove a idia de que o *poodle*  uma raa vaidosa e "cheia de nhenhenhm".
 4. Observe a estrutura do texto, escreva que tipo de texto  esse e com que inteno foi escrito.
 5. O que  um penteado extravagante?
<P>
 6. Explique o que o autor quis dizer ao afirmar que a maioria dos *poodles* d muita importncia  opinio dos outros.
 7. Voc acha que existem pessoas com as caractersticas apontadas nesse texto? Justifique sua resposta.
 8. Compare os textos *Co! Co! Co!*, a notcia de jornal e *Poodle*, observando as diferenas com relao ao tipo de texto.
<R->

<69>
Um pouco de gramtica

O Rei e o Rato

<R+>
 O rato roeu
 a roupa do rei.
 E como s o rei
 era a lei,
 no mesmo dia,
 decretou o rato ru
 e convocou a gataria.
<P>
 
 O rato ia e vinha,
 vinha e ia:
 atrs dele a gataria.
 De repente,
 o rato entrou no manto
 do rei.
 Cheio de espanto,
 o rato quis recuar,
 mas resolveu roer
 o rei.

 E o rato roa e roa
 o rei
 que, de dor e ccegas,
 rolava no cho e gemia,
 no cho rolava e ria, ria.

 O povo todo foi ver
 o que acontecia
 e, aproveitando a euforia,
 ps pra correr
 o rei que ria e gemia
 e o rato que roa. 
<P>
 
 O fim? Eu no sei.
 Era uma vez um rato...
 Era uma vez um rei...

<R+>
(Elias Jos. *Lua no brejo*. Porto Alegre,  Mercado Aberto, 1987. p. 4-5. Srie O menino poeta, 9.)
<R->

<R+>
 1. Leia o poema em voz alta, prestando ateno ao som. Considerando que o poema retrata um rato, a repetio do som da letra *r* nos faz lembrar de qual som?

 2. Transcreva, do poema, as palavras com *r* e separe-as em cinco grupos. Ns comeamos, voc continua no caderno.
 grupo 1: rato, '''''
 grupo 2: era, '''''
 grupo 3: decretou, '''''
 grupo 4: dor, '''''
 grupo 5: correr
<p>
     Explique qual foi o critrio escolhido para separar as 
  palavras com *r*.

 3. Recorte de jornais e revistas palavras com *r*. Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno e cole as palavras que voc encontrou na coluna adequada. 
 carne -- corrida -- gritaria -- roupa -- doer
<70>
 a) Voc encontrou alguma palavra com *rr* inicial?
 b) Encontrou alguma palavra com *rr* entre consoante e vogal?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 4. Copie as palavras no caderno, completando-as com *r* ou *rr*. Se necessrio, consulte o dicionrio.
 a) ga'''afeiro
 b) ama'''elado
 c) a'''umado
 d) '''repo'''tagem
 e) ata'''efado
 f) co'''espondncia
 g) ge'''ao
 h) enca'''egado
 i) intei'''o
 j) c'''ego
 l) '''elgio
 m) en'''olado
 n) embu'''ado
 o) ama'''ado
 p) bai'''o
<R->

Vamos produzir

  Atualmente o *pit bull*, diferente do *poodle*,  conhecido pela sua agressividade. A fama de co violento comeou a surgir aps diversos ataques de *pit bulls* a pessoas desprotegidas. De quem ser a responsabilidade desses ataques?
  Vamos supor que o caso do menino Caque fosse a julgamento. A pessoa a ser julgada seria a dona 
<p>
do cachorro, Maria Souza Coimbra.
  Escolham os advogados de acusao, os advogados de defesa, os jurados e o juiz. Reflitam sobre a questo antes de comear o julgamento. Os advogados de acusao devem levantar argumentos para acusar a r e os de defesa devem levantar argumentos para defend-la.
  Os jurados devem prestar bastante ateno s idias apresentadas e votar se o ru  culpado ou inocente, justificando por escrito o porqu da sentena final. O juiz deve ler a sentena.
  Combinem a seqncia das "falas" para que a apresentao seja organizada.
<P>
Sugestes de leitura 

  1. *A outra enciclopdia canina*, Ricardo Azevedo, Companhia das Letrinhas.
  2. *Fbulas de Esopo*, Russel Ash e Bernard Higton, Companhia das Letrinhas.
  3. *No tenho medo de homem, nem de ronco*, Ricardo Azevedo, Fundao Cargill.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<71>
<P>
Unidade 5

O Povo Canta, Dana...

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Faa uma competio com os *trava-lnguas* abaixo. Para isso, fale bem rpido sem tropear nas letras:

 Quem cara paca compra, paca cara pagar.
 Quem compra paca cara, pagar cara paca.
 A pia pega e pinga. O pinto pega e pia.
 Quanto mais o pinto pia, mais e mais a pia pinga.
 Se o papa papasse papa, se o papa papasse po,
 o po papava tudo, seria o papa papo.

 Voc conhece algum outro? Conte para os seus colegas.
  Leia a parlenda a seguir e procure se lembrar de outras para contar para a turma.

 L em cima do piano
 Tem um copo de veneno
 Quem bebeu, morreu
 O culpado no fui eu.
 L na rua vinte e quatro
 A mulher matou um gato
 Com a sola do sapato
 O sapato estremeceu
 A mulher morreu
 O culpado no fui eu.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<72>
Lembranas

  A primavera, o vero, o outono e o inverno eram nomes que se misturavam com outros reinos. A gente s conhecia a estao das guas e a estao da seca. Era um lugar onde o ano estava dividido em sol e chuva, entremeado com o casamento da viva -- sol e chuva ao mesmo tempo -- enfeitado de arco-ris.
  No tempo das guas, eram as enchentes com o gado subindo para o cume da serra, correndo da morte. Eram os raios, chicote de So Pedro, que riscavam os cus -- escuras nuvens -- acompanhados de troves que amedrontavam at os animais de terreiro. Eram os pedacinhos de sabo, do perfumado, colocados na beira do telhado com um pedido: "Santa Clara, mande o sol para enxugar nosso lenol". E as chuvas prometiam farturas.
  Com a estao da seca vinham os banhos nos rios depois de engolir piabas vivas para aprender a nadar, pescadas em peneiras. Tempo de fogueiras para os santos de junho -- Santo Antnio,
<73>
So Joo, So Pedro. Depois os ventos de agosto, despaginando as nuvens, contavam longas histrias de monstros vestidos de algodo, entre pipas. Tempo ainda de passeios mato adentro com corao rezando: "So Bento, gua benta, Jesus Cristo do altar. Arreda cobra, arreda bicho, deixe o filho de Deus passar".
  E na boca da noite a roda rodava no quintal cheia de cantiga: "Se esta rua fosse minha, roda pio, capelinha de melo, eu mandava ladrilhar, bambeia pio, que o pai Francisco entrou na roda, roda pio, e eu sou pobre, pobre, pobre na palma da minha mo, roda pio".
  A infncia brincava de boca de forno, chicotinho queimado, passar anel ou corria da cabra-cega. Nossos pais, nesta hora preguiosa, liam o destino do tempo escrito no movimento das estrelas, na cor das nuvens, no tamanho da lua, na direo dos ventos.
  O mundo no estava dividido em dois, um para as pessoas grandes, outro para os midos. As emoes eram de todos. Todos ficavam felizes nas festas de casamento, nos bailes juninos, nos almoos de batizados. Todos viviam da mesma tristeza nas quaresmas e da mesma angstia pelas estiagens que matavam as plantaes.
  E, quando se comeava a engordar galinhas, era um aviso de que um novo irmo estava para chegar. E nascia recebido pela mesma alegria com que se comiam as asas, as costelas, os ps, os pescoos, resto de canja coberta de salsa e cheiro que fortificava a me de resguardo sobre a cama branca.
  No dia em que o umbigo da criana caa, a parteira, madrinha de todos os nascimentos, o enterrava em lugar escolhido. Se no jardim com flores, a menina seria bela e boa jardineira; se na horta, o menino seria lavrador e, se no curral, boiadeiro. O destino era assim escolhido sem outros inteis anseios.
  Assim sendo, nascer era to bonito que acreditar em outra vida era coisa muito simples.

<R+>
(Bartolomeu Campos Queiroz. *Indez*. Belo Horizonte, Miguilim, 1988.)
<R->

<74>
Estudo do texto 

<R+>
 1. Leia o texto silenciosamente e escreva no caderno palavras ou expresses que voc no conhece. Tente descobrir os significados pelo contexto e confirme-os no dicionrio.
 2. O texto comea com a afirmao "A primavera, o vero, o outono e o inverno eram nomes que se misturavam com outros reinos.". Explique o que o autor quer dizer com a expresso "outros reinos".
 3. As pistas apresentadas referentes s caractersticas do ambiente nos fazem pensar em um lugar com paisagem rural ou urbana? Transcreva essas pistas no caderno.
 4. O texto traz algumas expresses populares ligadas a fenmenos naturais, como *casamento de viva* e *chicote de So Pedro*. Pesquise o significado delas.
<P>
 5. O que voc entendeu do trecho: "Depois os ventos de agosto, despaginando as nuvens, contavam longas histrias de monstros vestidos de algodo, entre pipas.".

 6. Releia o trecho:
<R->

  "E na boca da noite a roda rodava no quintal cheia de cantiga: $"Se esta rua fosse minha, roda pio, capelinha de melo, eu mandava ladrilhar, bambeia pio, que o pai Francisco entrou na roda, roda pio, e eu sou pobre, pobre, pobre na palma da minha mo, roda pio$"."

<R+>
 a) O que revela o trecho entre aspas?
 b) Qual o significado da expresso "boca da noite"?
 c) Por que a palavra *roda* foi repetida vrias vezes?
<P>
 7. Releia mais este trecho:
<R->

  "Eram os pedacinhos de sabo, do perfumado, colocados na beira do telhado com um pedido: $"Santa Clara, mande o sol para enxugar nosso lenol$". E as chuvas prometiam farturas."

<R+>
 a) O que revela a ao de colocar pedacinhos de sabo perfumado no telhado?
<75>
 b) Transcreva outro trecho que revele crenas populares.
 c) Observe agora parte do trecho reescrito: "Eram os pedacinhos de sabo do perfumado, colocados na beira do telhado com um pedido: (...)"
     Ao ser reescrito esse trecho, foi retirada a vrgula antes de *do perfumado*.
     Explique o que mudou.
<P>
 8. Releia mais este trecho:
<R-> 

  "Tempo ainda de passeios mato adentro com o corao rezando: $"So Bento, gua benta, Jesus Cristo do altar. Arreda cobra, arreda bicho, deixe o filho de Deus passar$"."

<R+>
 a) Qual o significado da palavra *arreda*?
 b) Essa palavra faz parte do "falar" urbano ou rural?
 c) O costume da reza revela que caracterstica das pessoas do lugar?
     Transcreva do texto outros exemplos que justificam sua resposta.

 9. Que brincadeiras foram citadas no texto? Pesquise como se brinca com cada uma delas, caso no saiba.
 10. O autor diz que os pais, na hora preguiosa, liam o destino do tempo. Escreva o que voc entendeu sobre isso.
 11. O autor relata que o mundo no estava dividido em dois. Qual a importncia disso para ele?
 12. Por que quando se comeava a engordar galinhas era o aviso de que um novo irmo estava para chegar?
 13. Observando as lembranas descritas, que sentimentos o autor nos transmite?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe as palavras a seguir e copie aquela que no faz parte do conjunto.
 Bartolomeu Campos Queiroz --
  Lembranas -- Belo Horizon-
  te -- cidade -- escritor -- 
  livro -- escola -- Acontecem
<76>
 a) O que as palavras que fazem parte do conjunto tm em comum? 
 b) Agora divida as palavras que formam o conjunto em dois grupos, escrevendo-os no caderno. 
<P>
 c) Qual foi o critrio usado para fazer essa diviso em grupos? 

 2. Voc sabe o que so substantivos prprios e substantivos comuns? 
     Escreva em seu caderno.
 3. Procure na sala de aula cinco substantivos prprios e cinco comuns e escreva-os em seu caderno. 

 4. Leia o texto a seguir: 
<R->

Cheio de dedos 

  Cheio de dedos se diz quando uma Pessoa, por alguma razo, fica cheia de Cerimnia, cuidadosa, fala manso escolhendo as Palavras, age com jeito, como se estivesse querendo botar Panos quentes ou com medo de magoar algum. s vezes tem culpa no Cartrio. Um exemplo: raul chegou cheio de dedos e confessou, com um riso amarelo, que tinha comido o doce sozinho. Outro: pedro, cheio de Dedos, disse que gostava de Luza. 

<R+>
(Ricardo Azevedo. *Armazm do folclore*. So Paulo, tica, 2000. p. 16.) 
<R->

  O ttulo desse texto  uma expresso muito utilizada oralmente e, pelo uso excessivo, considerada uma frase feita.
<R+>
 a) Transcreva do texto outras frases feitas e explique o seu significado. 
 b) Depois de trocar idias com seus colegas, reveja suas respostas e reescreva-as se necessrio.
<R->

Vamos produzir

  Pergunte a um adulto como seu av ou av, ou para algum da idade deles, quais so as lembranas da infncia das quais sente saudades. Pea a essa pessoa que lhe d vrios detalhes. Procure levantar informaes sobre os seguintes aspectos: expresses utilizadas, crenas, hbitos familiares, brincadeiras, comidas. 
<77>
  Transcreva o relato de seu entrevistado. Tente passar no texto a emoo que a pessoa sentiu ao falar sobre essas lembranas. 
  No final, faa uma reviso para verificar possveis problemas em seu texto e mostre-o para a pessoa. Pea para que ela escreva um bilhetinho dizendo o que achou dele. 
  Marque um dia com o professor para expor os trabalhos na sala de aula.

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j participou de uma festa junina?
 Em que poca do ano elas acontecem?
 Voc conhece outras festas populares?
 Qual a importncia dessas festas?
 O que voc mais gosta de fazer nessas festas?
<R->

Festas Juninas

   tempo de fogueira, bales, sanfona animada, forrs, quadrilhas, bandeirolas coloridas e comidas gostosas. Tempo de usar vestido florido, camisa xadrez, botas. Ah! No pode esquecer o chapu de palha.
  Tempo tambm de muitas simpatias e rezas para que a peste e a falta de chuva desapaream das roas.
  Tempo de fazer e de pagar promessas para santo Antnio, so Joo e so Pedro. Pedir a eles proteo para uma boa colheita, para a terra continuar frtil e vigorosa.
<78>
  So eles, os santos de junho, segundo a crena popular, que arrumam casamento bom, fazem adivinhaes do futuro e possuem a chave da felicidade.
  Os foguetes e os bales tomam conta dos cus para acordar os santos. Porm, tanto os foguetes como os bales devem vir acompanhados de reza, festa e muita alegria, ludibriando os santos para acord-los de maneira agradvel. Seno, dizem os mais velhos, o mundo acaba em fogo.
  Nessa festa divertida todos cantam a brincar com os sentimentos dos trs amigos:

<R+>
 *Com a filha de Joo,
 Antnio ia se casar,
 Mas Pedro fugiu com a noiva
 Na hora de ir pro altar*...
<R->

  O cheiro bom de milho verde cozido, mandioca e batata assada, amendoim torrado, cuscuz, canjica, pamonha, pipoca, p-de-moleque, melado de cana, bolo, cachaa e quento, misturado a muita animao, faz o povo danar as quadrilhas ao redor da fogueira e ao som das sanfonas, com o corao colorido como as brincadeiras que enfeitam a festa.
  Algumas brincadeiras so especiais, como a cadeia. Nessa brincadeira algum paga para prenderem voc e, se voc no conseguir fugir, vai preso e tem que pagar para ser solto. Ento  um corre-corre danado! H tambm o correio elegante. Hora de mandar os bilhetes secretos de amor, de amizade ou de molecagem. Depois,  hora de criar coragem e subir no pau-de-sebo, que escorrega muito mas tem uma prenda esperando o vencedor l em cima. Ah! So tantas as brincadeiras: tiro ao alvo, barracas com prendas, argolinhas...
  Moas e rapazes pulam a fogueira jurando amizade eterna ou prometendo ser compadres no futuro. Quem sonha em arrumar um marido, trata de amarrar o pobre santo Antnio debaixo da cama com muitas fitas, e ele fica l, de castigo, at cumprir a funo de encontrar o marido encomendado.
  Animao mesmo  quando comea a quadrilha. Os homens ficam de um lado e as mulheres do outro. Eles se cumprimentam, passeiam em fila, de brao dado, e de repente o puxador grita: "Olha a cobra!", e todo mundo vira correndo para o outro lado. Mas logo ele confessa: " mentira!", e a gente se volta para a direo em que passeava antes. "A ponte caiu!": nessa hora, os homens carregam as mulheres no colo. " mentira!": a eles podem pr as mulheres no cho. Entre as brincadeiras mentirosas do puxador, os
<79>
pares fazem um arco com os braos, formando um tnel por onde todos passam. Tem a grande roda, o passeio, a troca de pares e outras evolues. Por ltimo vem o caracol, em que todos, de mos dadas, vo fazendo uma espiral para dentro e para fora. No final h o grande baile, onde os pares danam com animao.
  Essa  uma festa junina tpica da regio sudeste. Acontece principalmente em Minas Gerais e So Paulo. Mas  l no Nordeste que se realizam as grandiosas festas juninas do Brasil. E do mundo! Campina Grande, na Paraba, e Caruaru, em Pernambuco, vivem disputando para ver qual tem o maior So Joo da terra. Violeiros, repentistas, emboladores e poetas se apresentam para alegrar ainda mais a festa. Em muitos lugares do Nordeste tambm  tempo de sair para as ruas e danar o Bumba-Meu-Boi.
  A sorte  tirada a cada hora. Acredita-se que as festas de junho so, na verdade, dos namorados, dos agricultores, dos amigos e das pessoas apaixonadas que viveram um dia no campo e gostam de guardar na lembrana a ingnua alegria de brincar de estar na roa. Ento, com as estrelas no cu, agente canta:

<R+>
 ...*O balo vai subindo,
 Vai caindo a garoa,
 O cu  to lindo,
 A noite  to boa.
 So Joo, so Joo,
 Acende a fogueira no meu corao*...

(Svia Dumont. *O Brasil em festa*. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000. 
  p. 15-6.)
<R->

Sabor e movimento dos cinco
  cantos do pas

*O folclore pode ser estudado com
  base nas danas e na culinria*

Norte
  Depois das frutas, a mandioca foi, provavelmente, o primeiro alimento que os portugueses comeram no Brasil. Da planta, os  ndios sempre fizeram a tapioca, bebidas alcolicas e o beiju, que at hoje  saboreado no caf da manh e nas festas juninas. A dana do boi-bumb, originria do Maranho, chegou ao Norte com os migrantes nordestinos na poca do ciclo da borracha. Na ilha de Parintins, a 420 quilmetros de Manaus, todo o ms de Junho  marcado pela disputa entre dois blocos folclricos, o do boi Garantido e do boi Caprichoso. 

<80>
Sudeste
  As barraquinhas de comidas das quermesses paulistas contam a histria dos imigrantes que chegaram ao Brasil nos sculos XIX e XX. Os italianos trouxeram o macarro e a pizza. Os rabes, o quibe e a esfiha. Os ingleses, o sanduche. Em Minas Gerais, o po de queijo no falta em noite de arraial. A iguaria se tornou tradicional com o crescimento da pecuria leiteira. A quadrilha, danada por grupos de quatro pares nos palcios da Europa, foi trazida ao Brasil pelos portugueses. Logo o bailado caiu no gosto da maioria da populao, que vivia na zona rural.

Centro-Oeste
  Os bandeirantes paulistas trouxeram para a regio a cultura do Sudeste. A dana do cururu, encontrada no interior de So Paulo, aqui ganhou mais fora. Dela, somente os homens participam. Eles tocam viola de cocho, tpico instrumento mato-grossense, e reverenciam os santos com rimas e sapateados. A pamonha, iguaria apreciada nos arraiais do centro do pas, vem do aca, prato africano feito de milho ralado quente envolvido em folhas de bananeira.

Sul
  A dana-de-fitas, de origem portuguesa e espanhola,  a que mais anima as festas sulistas. Casais vestidos com roupas caipiras bailam cruzando fitas coloridas presas a um mastro.
  A dana, presente em vrios outros pases da Amrica Latina, era comum antigamente nas comemoraes do incio da primavera. O gosto dos gachos pelo churrasco vem do hbito de carreteiros e tropeiros, que transportavam mantimentos e comercializavam gado.

Nordeste
  Os doces brasileiros surgiram na regio que por muito tempo liderou a produo de acar. O bolo de macaxeira (mandioca) no falta no Dia de So Joo, que  embalado pelo forr. Supe-se que essa msica tenha surgido nos barraces  beira das primeiras estradas de ferro construdas no Brasil. Na poca, ingleses ofereceriam festas aos operrios usando o termo *for all* (para todos). O tambor-de-crioula, dana tpica do Maranho, surgiu nos terreiros de candombl ao som de cabaas, tringulos e tambores.

<R+>
(Revista *Nova Escola*. So Paulo, Abril, jun.-jul. 2000. n.o 133.)
<R->

<81>
<P>
<R+> 
 1. Que tipo de texto  *Festas juninas*? Escreva o que voc observou para responder.
 
 2. Releia o trecho:
<R->

  " tempo de fogueira, bales, sanfona animada, forrs, quadrilhas, bandeirolas coloridas e comidas gostosas. Tempo de usar vestido florido, camisa xadrez, botas. Ah! No pode esquecer o chapu de palha."

<R+>
 a) Que sensao transmite esse trecho?
 b) O texto apresenta vrias expresses que caracterizam as festas juninas de forma positiva. Transcreva do texto algumas delas para exemplificar.

 3. Por que essas festas acontecem no ms de junho e no em outros meses?
 4. Encontre no texto as comidas tpicas de festas juninas e escreva-as no caderno.
 5. Segundo o texto, qual a justificativa para a prtica de soltar foguetes e bales?
 6. Segundo o texto, por que as pessoas gostam de brincar nas festas juninas?
 
 7. Releia mais este trecho: "Essa  uma festa junina tpica da regio sudeste." 
 a) O que significa a expresso "festa tpica"?
 b) Pesquise quais so os estados que compem a regio Sudeste. Se precisar, pergunte para o professor.

 8. Compare os textos *Lembranas* e *Festas juninas*, observando a inteno com que foram escritos.
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as oraes abaixo, completando-as com os substantivos adequados.
 a) Depois do domingo vem a '''''
 b) O cachorro que no tem uma raa definida  conhecido 
  como '''''
 c) O pssaro que suga o nctar das flores  o ''''' 
<82>
 d) '''''  um doce duro feito com pedaos de amendoim.
 e) O feminino de pai  '''''
 f) '''''  a pessoa que anota os pedidos e serve as mesas no restaurante.
 g) A garotinha do texto *No restaurante* tomou suco de ''''' 
 h) Quando comemos, colocamos toda a comida sobre a '''''
 i) O antnimo de derrota  '''''

 2. Observe como os substantivos utilizados em suas respostas so formados e divida-os em dois grupos.

 3. Explique qual foi o critrio observado para fazer a separao dos grupos.
<R->

  Os *substantivos simples* so formados de uma s palavra.
  Exemplos: garota, pai, garom.
  Os *substantivos compostos* so formados de duas ou mais palavras ligadas ou no por hfen (-).
  Exemplos: arco-ris, tera-feira, passatempo, mesa-de-cabeceira, vaivm. 

<R+>
 4. Copie do texto dois substantivos compostos e quatro substantivos simples.

 5. Combine estas palavras, formando substantivos compostos:
 gira -- bota -- banho --
  lata -- flor -- beija -- lume --
  vaga -- bate -- tempo -- 
  passa -- maria -- vira --
  fora -- boca -- sol
<P>
 6. Escolha dois substantivos compostos do exerccio acima e forme frases com eles.

 7. Leia a tirinha:
 _`[{tirinha em trs quadrinhos, descritos a seguir_`]
<R->

  Quadrinho 1: Um homem, com mata-moscas na mo pergunta para Garfield que est deitado: "Quer ovos, Garfield?" O gato levanta a cabea e pensa: "No, obrigado."
  Quadrinho 2: O gato deitado pensa: "At que eu gostaria..."
  Quadrinho 3: Deitado, continua a pensar: "...Se ele no fosse faz-lo com mata-moscas."

<R+>
(Jim Davis. *Garfield, um gato de peso*. So Paulo, Meribrica do Brasil, 1999. 
  p. 61.)
<R->

<83>
<P>
  Copie da tirinha:
<R+>
 a) um substantivo simples e comum;
 b) um substantivo composto e comum;
 c) um substantivo prprio.
<R->

Vamos produzir

  Vocs devero se organizar em grupos e o professor sortear uma regio do pas para cada um. Cada grupo ficar incumbido de pesquisar as manifestaes folclricas da regio sorteada. Vocs podero pesquisar diferentes aspectos, tais como: festas, expresses utilizadas oralmente, comidas, msicas, brincadeiras.
<R->
  O trabalho dever ser apresentado por escrito e oralmente.
  Para o trabalho escrito, inclua recortes de jornais e revistas e ilustraes. O texto deve ser escrito coletivamente pelo grupo. Ateno  organizao das informaes. Combinem uma apresentao plstica interessante e criativa.
  Para a apresentao oral, o grupo dever repartir o material coletado para que cada participante possa expor um trecho do trabalho. Combinem a seqncia da exposio. Aproveitem os tpicos do trabalho (msicas, brincadeiras, comidas etc.) para distriburem as "falas" dos participantes.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j ouviu falar de literatura de cordel? Caso j tenha ouvido falar, explique o que  para a turma.
 Voc acha que temas como preconceito racial e diferenas sociais podem ser utilizados em um poema?
 Conhece algum poema com esses temas? Qual?
<R->

<84>
Texto 1

Recado  me ptria
  Wilian Lucas Rogrio

  Participao especial dos alunos do 3o. A da EEEFM Monsenhor Manuel C. de Morais 
  Professor orientador Valentim Martins Q. Neto

<R+>
 Quando eu quero falar
 No poupo nem presidente,
 Pode ser pra minha me
 Meu recado  contundente
 Para o bem ou para o mal
 O meu verso segue em frente.

 Nesse pequeno cordel
 Quero mandar um recado 
  me ptria brasileira
 Para no ficar calado, 
 J calei 500 anos,
 Agora estou arretado...

 Se eu passar do limite,
 Cometer algum engano
 So coisas de quem calou
 Durante 500 anos.
 Resolvi falar, ento
 O que est me engasgando.

<85>
 Agora perdi o medo
 De falar toda a verdade,
 Pois "s quem sabe  quem sente"
 Quem no sente, nada sabe.
 Estamos sendo excludos
 Vivendo pela metade.

 Que tipo de me  essa?
 Que deixa os filhos com fome
 Poucos possuindo tudo,
 Muitos vivendo sem nome
 E a comida do pobre
 O rico rouba e come.

 Que tipo de me  essa?
 Que deixa o filho infeliz
 Sem salrio, sem direito
 Sem nada nesse pas.
 S falta organizao
 Para a gente ser feliz.
<P>
 
 Ptria cheia de encantos,
 De belezas naturais,
 De praias, de futebol,
 De riquezas sem iguais,
 De sonhos, de fantasias,
 De projetos to banais!

 Nossa ptria vale mil,
 Mas  a terra do sem:
 Sem-Lei, Sem-Teto, Sem-Terra
 E Sem-Emprego tambm,
 Sem-Direito, Sem-Coragem
 Sem-Salrio, Sem-Vintm.
 (...)

~,http:literaturadecordel.~
  vila.bol.com.brmaepatria.htm~,
<R->

  *Literatura de cordel* so poemas populares impressos em folhetos ilustrados com xilogravuras. O nome vem da forma como os poemas eram apresentados ao pblico: os livretos eram pendurados em cordes em feiras e mercados populares. Trazido pelos portugueses na segunda metade do sculo XIX, esse gnero literrio permanece at hoje bastante difundido no Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco, Paraba, Cear e Alagoas. Os poemas, geralmente vendidos pelos prprios autores, narram fatos do cotidiano local, como acontecimentos polticos, festas, disputas, milagres, enchentes e secas. (...) Os poemas muitas vezes so declamados ou cantados em pblico, com acompanhamento de violas sertanejas. Um dos poetas mais famosos da histria do cordel  o paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918), que criou mais de mil folhetos. Das geraes seguintes, merecem destaque Jos Alves Sobrinho, Patativa do Assar e Homero do Rego Barros. Grandes escritores, como Guimares Rosa, Jos Lins do Rego, Ariano Suassuna e Joo Cabral de Melo Neto, foram 
<P>
influenciados por essa, forma de literatura popular.

<R+>
(*Almanaque Abril 2001*.)
<R->

<86>
<R+>
 1. O texto *Recado  me ptria*  um cordel. A que tipo de texto ele se assemelha?
 2. A palavra *arretado*  caracterstica de qual regio do pas?
 3. O poeta canta: "Agora estou arretado...". O que a expresso sugere a quem l ou escuta?
 4. O que esse verso tem a ver com a situao de nosso pas?
 
 5. Observe o verso:

 "J calei 500 anos,"

 a)  possvel algum viver 500 anos?
 b) Qual foi a inteno do poeta com esse verso?
<P>
 6. O poeta afirma: "S falta organizao/Para agente ser feliz".
 a) Explique o que ele quis dizer.
 b) Transcreva a estrofe que justifica sua resposta.
<R->

Texto 2

          Lugar de criana  na escola
 (Oliveira de Panellas e Isaura 
  de Melo Souza)

<R+>
 Brasil criana gigante
 Com tanta criana unida,
 Precisa ser restaurada
 A parte desprotegida
 Pra que o futuro seja
 Aurora de nova vida.

 At quando  necessrio 
 Gritar com todo tenor,
 Que as obras gigantescas
 Perdem seu grande valor,
 Se ningum der  criana
 Ensino com muito amor.

 
 Ou o governo desperta
 Para investir na criana,
 Dando condies de ensino
 Como preciosa herana,
 Ou ser tudo uma farsa
 Esse Brasil esperana.

<87>
 Escolas mais equipadas
 A criana tem que ter
 Tudo isso apropriado
 Ao estudo e ao lazer,
 Aprender se divertindo
  mais gostoso aprender.

 Criana  pra estar na escola
 Com toda inocncia sua,
 No pra ser analfabeta
 Doente, faminta e nua,
 Como fantasma assombrando
 Os transeuntes da rua.

 A criana tem que ter 
 Educao diferente
 Professores desprendidos
 Ganhando o suficiente
 Ou tudo no passar
 De fantasia somente. 

 Escola com desconforto
 A criana se aperreia,
 Vai sem graa e vem sem graa
 Muitas vo de cara feia
 Como se fosse a escola
 Uma espcie de cadeia.

 Ou se faz para a criana
 Melhores salas de estudo
 Ou o Brasil permanece
 Um pas sem contedo
 Por fora somente a casca
 Por dentro faltando tudo.

 (...)

 ~,http:literaturadecordel.~
  vila.bol.com.brprofnegro.htm~,
<R->

<88>
<R+>
 1. O que h em comum entre os dois cordis com relao  estrutura?
 2. Que sentimento do poeta o cordel *Lugar de criana  na escola* revela? Quais so os motivos?
<P>
 3. Compare os dois cordis verificando a inteno com que eles foram escritos.
 4. Observe a linguagem de ambos os cordis. Ela se aproxima mais da linguagem coloquial ou da linguagem formal, culta?
 5. Que relao h entre os dois cordis apresentados e os textos *Lembranas* e *Festas juninas*?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe as palavras do quadro:

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  gesto -- gigante --         _
l  gilete -- gestante --       _
l  jeito -- jil -- jibia --  _
l  laranjeira                  _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 a) O que h em comum entre essas palavras?
<P>
 b) Procure em jornais e revistas algumas palavras em que o *g* e o *j* possuem o mesmo som e cole-as em seu caderno.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Copie as frases a seguir em seu caderno, completando-as com as palavras do quadro.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  gorjeta -- geladeira --       _
l  berinjela -- hoje --          _
l  vagem -- geada -- tigela --   _
l  engenheiro                    _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 a) Com o frio, a ''''' queimou a plantao de ''''' e de ''''' 
 b) Na ''''', h uma grande ''''' de doce.
 c) ''''' o ''''' do prdio em construo deu uma boa ''''' para o pedreiro.

 3. Escreva no caderno as oraes que sero ditadas pelo professor. Depois, procure no dicionrio as palavras com *g* ou *j* e corrija-as em seu ditado, se estiverem incorretas.

<89>
 4. Leia o texto abaixo com bastante ateno. Voc ter que descobrir 10 erros e corrigi-los no caderno. *Dica*: h erros de ortografia, pontuao, letra maiscula e acentuao.
<R->

So paulo, 16 de abril de 2001
  
Mariana

  Hoge, li um texto que me deixou bastante pensativa. Ele me fez pensar na sugeira que muitas vezes fazemos quando nos reunimos para tomar o nosso Lanche. reaumente, quando estamos lachando e cai algum papeu de bala chocolate ou doce no cho, no pegamos porque pensamos que foi apenas um. S que ns somos em cinco e  muito papel no cho. Sem contar o refrijerante que cai tambem.
  Amanh, vamos tentar mudar o nosso jeito de tomar lanche para no emporcalhar a nossa escola, certo
  At amanh.

Mrcia
      
Vamos produzir

  Em dupla, pensem em uma das histrias de nosso folclore. Pode ser uma lenda ou um conto. Depois recontem-na em forma de cordel. Ateno para a quantidade de versos em cada estrofe e caprichem nas rimas.
  Depois de pronto o texto, revise-o, observando as possveis incorrees, e combinem uma apresentao oral para a turma.
<P>
Sugestes de leitura

  1. *Contos tradicionais do Brasil*, Lus da Cmara Cascudo, Coleo Terra Brasilis, Global.
  2. *Armazm do folclore*, Ricardo Azevedo, tica.
  3. *Cantos de encantamento*, Elias Jos, Formato.
  4. *O Brasil em festa*, Svia Dumont, Companhia das Letrinhas.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<90>
<P>
Unidade 6

Rumo ao Futuro

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc sabe o que  a Internet?
 O que voc acha que  possvel na Internet?
 J entrou em alguma "sala de bate-papo"?
     Se nunca entrou, gostaria de conhecer?
 O que voc acha que as pessoas procuram nessas salas?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<91>
<P>
<F->
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
  Figura: tela de um compu-    o
  tador, mostrando uma "sala    o
  de bate-papo" pela            o
  Internet; nela, aparecem     o
  sinais de pontuao e         o
  letras, combinados, formando  o
  desenhos que representam, na  o
  informtica, as emoes das   o
  pessoas que falam, conforme   o
  legenda a seguir descrita.    o
eieieieieieieieieieieieieieieieiei
<F+>

  Legenda: 
<F->
:-D  gargalhada
:-/  de cara amarrada
(carinha sorrindo) feliz
:-*  beijo
.)  concordando 
:-P  mostrar a lngua
:X  calado 
{: (carinha de irritado)
(carinha desapontada)
(carinha triste)
<F+>

<R+>
 Abelardo: entra na sala...
 ABELARDO:  :-D  Oi, eu sou o 
<P>
  Abelardo.
 STARBUCK:  :X
 SININHO:  (carinha sorrindo)  Bem-vindo, Abelardo.
 PITBULL:  :-P  Ei, nada de nomes por aqui, cara.
 ABELARDO:  (carinha sorrindo)  Esse no  meu nome no, cara.
 LARA:  :P  Deixa o cara, Pitbull.
 ABELARDO:  .)  Ah, tudo bem.
 PRIMO 8: (carinha sorrindo)  E a, Abelardo, qual  a sua?
 ABELARDO:  {:  Como  que ?
 CHAMPAGNE:  (carinha sorrindo)  O que vc curte? Quer dizer alguma coisa?
 CHARLENE:  :-~  Vc est entre amigos...
 PITBULL:  :-*  Ai, que melado...
 STARBUCK:  (duas carinhas desapontadas)  Segura a tua barra a, Pitbull. Tu t uma mala cibernauta hoje, hem? O que houve? Mame deu bronca porque tu fez xixi na cama?
 PITBULL:  :-P  Hi, olha o cara, meu...
 LARA:  (carinha desapontada)  Vai procurar outro chat, Pitbull.
 NEUROMANCER:  :-o  Nossa, que muvuca.
 PRIMO:  :-P  P, tu  barraquento mesmo, hem Pitbull?
 PITBULL:  :-P~  Os incomodados que se mudem...
 ABELARDO:  (carinha triste)  Ai, gente, eu...
 PITBULL:  :P  Vai amolar outro, cara.
 ABELARDO:  :-/  Tudo bem...
 LARA:  (carinha desapontado)  Puxa, Pitbull...
 ABELARDO:  (carinha desapontado)  Valeu, gente. Obrigado.
 SININHO:  :P  Olha s o que tu fez, Pitbull. O cara foi embora...
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<92>
<P>
*Nota dos autores*:
  Os sinais que iniciam cada frase das personagens so conhecidos como *emoticon*. *So cones*, desenhos e figuras que representam emoes. Exemplos:  :P-  -- mostrar a lngua, (carinha sorrindo).

  Se voc quiser conhecer toda a histria, leia o livro *S entre ns* -- Abelardo e Helosa, da ed. Saraiva

<R+>
(Jlio Emlio Braz e Janaina Vieira. *S entre ns* -- Abelardo e Helosa. So Paulo, Saraiva, 2000. p. 6. Coleo Jabuti.)
<R->

  *Jlio Emlio Braz* e *Janaina Vieira* chegaram a trocar correspondncias, como as personagens deste livro, para escrever *S entre ns* -- Abelardo e Helosa, que foi a primeira novela juvenil exibida na Internet.

Estudo do texto

<R+>
 1. No texto, antes de cada fala existem nomes. De quem so esses nomes?
 2. Explique por que, em vez de escrever suas emoes, os internautas utilizam smbolos conhecidos como *emoticons*.
 3. Observe a linguagem utilizada. Ela  coloquial ou retrata o padro formal da lngua?
 4. Por que voc acha que foi utilizada essa linguagem no texto?
 5. Pela fala de Abelardo, que caractersticas podemos atribuir a ele? Justifique sua resposta.
 6. Releia agora as falas de Pitbull e caracterize-o.

<93>
 7. Escreva no caderno o significado das expresses abaixo.
 a) "Ai, que melado..."
 b) "Nossa, que muvuca."
 c) "Segura a tua barra a, Pitbull."
 d) "Tu t uma mala (...)"
 e) "P, tu  barraquento mesmo (...)"

 8. Observe que Starbuck e Primo 8 no fazem a concordncia verbal com o pronome *tu* de acordo com a norma culta. A gramtica diz que a forma correta deve ser "tu ests", "tu s". Por que no texto essa concordncia  diferente?
 9. Pesquise em que regies do pas as pessoas utilizam o pronome *tu* na sua fala coloquial.
 10. Retire do texto palavras que fazem parte da linguagem da 
  Internet.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
1. Copie as palavras abaixo em seu caderno e sublinhe a parte que  idntica em todas elas.
 chuva -- chuvinha --
  chuvarada -- chuvona -- chuveiro
 a) Destaque a palavra que deu origem s outras.
 b) Agora, destaque com lpis de cor aquelas que foram formadas a partir dessa palavra.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Chama-se *substantivo primitivo* aquele que d origem a outros substantivos.
  Chama-se *substantivo derivado* aquele que se origina de outros substantivos.

<R+>
 2. Em seu caderno, escreva um exemplo de substantivo primitivo e um exemplo de substantivo derivado.

<94>
 3. Os substantivos do quadro esto misturados. Separe em seu caderno os primitivos dos derivados.
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  hotel, cabelo, fuzileiro,     _
l  aougueiro, sapateiro,        _
l  hoteleiro, camiseiro, fuzil,  _
l  livreiro, livro, camisa,      _
l  sapato, relojoeiro, aougue,  _
l  cabeleireiro, relgio         _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 4. D o substantivo derivado destes primitivos.
     Assim: limo -- limoeiro
 a) mamo 
 b) goiaba 
 c) banana 
 d) pra 
 e) caju 
 f) manga 
 g) abacate 
 h) ma 
 i) caqui
 j) jaca
<P>
 5. Leia o texto abaixo:
<R->

Seu *e-mail*, at na China

  *Aprenda a configurar o correio eletrnico para us-lo onde quer que voc esteja*

   cada vez mais comum encontrar pessoas com mais de um endereo eletrnico. Geralmente, esses internautas possuem uma conta no trabalho e outra em casa. Para quem no est acostumado  
 Internet, isso pode criar a impresso de que cada *e-mail* s funciona em casa ou no escritrio. No  verdade. Eles no tm residncia fixa. Voc pode enviar ou receber mensagens em qualquer lugar do planeta onde haja um computador ligado  Internet. Basta configurar o programa de 
<P>
correspondncia do micro com as informaes de sua conta.

<R+>
(Revista *Nova Escola*. So Paulo, Abril, maio 2000. 
  n.o 132. p. 36.)
<R->

<95>
<R+>
 a) Retire do texto um substantivo primitivo e seu derivado.
 b) No caderno, copie um substantivo primitivo do texto e crie, a partir dele, substantivos derivados.

 6. Transcreva do texto:
 a) um substantivo que seja ao mesmo tempo comum, simples e primitivo;
 b) um substantivo prprio. 
<R->

Vamos produzir

  Que tal brincar de Internet?
  Renam-se em grupos de quatro pessoas e imaginem que esto em uma sala de bate-papo. Peguem uma folha e comecem a escrever suas falas. Vejam a tabela de sinais da Internet a seguir e os utilizem no seu dilogo. A folha dever circular por todos do grupo vrias vezes. Utilizem a linguagem coloquial e no se esqueam de empregar uma pontuao adequada, para dar maior clareza aos dilogos.

<R+>
_`[{tabela com alguns *emoticons* (sinais da Internet)_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<96>
Dilogo entre textos

<R+>
 O que voc costuma fazer para conquistar novas amizades?
 Voc acha que algumas invenes do ser humano facilitam o contato entre as pessoas?
     Justifique suas respostas.
<R->
<P>
Parte 1

<R+>
_`[{foto da pgina de classificados de um jornal, com destaque para o trecho a seguir_`]
<R->

  Preciso de um amigo que goste de msica clssica, que no se envergonhe de gostar de poesia, que ame a arte e acredite nela. 
  Chamo-me Helosa, tenho 15 anos e sou deste planeta mesmo. E-mail para: 
 ~,happymusic@newline.com.br~,

<R+>
(Jlio Emlio Braz e Janaina Vieira. *S entre ns* -- 
  Abelardo e Helosa. So Paulo, Saraiva, 2000. p. 9.
  Coleo Jabuti.)
<R->

<97>
<R+>
 1. Que tipo de texto  o da Parte 1?
 2. Alm da Internet, onde  possvel encontrar esse tipo de texto (anncio)?
 3. No texto, Helosa se preocupa em informar as pessoas sobre os seus gostos e as suas preferncias. Com que inteno ela faz isso?
 4. Helosa termina o texto com a seguinte informao: "(...) tenho 15 anos e sou deste planeta mesmo". Escreva o que ela quis dizer com esse comentrio.
 5. Reflita e responda: o que motiva as pessoas a tomarem iniciativas como a de Abelardo e a de Helosa em procurar amigos pela Internet?
<R->

Parte 2

<F->
 de: ~,abelardo@blyxto.com.br~,
 para: ~,happymusic@newline.~
  com.br~,
 Assunto: Amizade
 Enviado em: 9 de abril 23:00
<F+>

Helosa,

  Encontrei seu anncio nos classificados do portal. Vivo navegando, esperando encontrar uma pessoa com quem possa trocar essa ou aquela idia, sem a velha histria de compromisso srio, casamento. Voc sabe como , no? No quero namorar, no quero casar e quanto ao compromisso srio... Viver j no  um compromisso srio pra caramba?
  Espero que no fique chateada, mas voc no  a primeira pessoa para quem escrevo. Para mim, escrever  fugir de problemas que detesto e que no posso resolver,  encontrar amigos, pessoas mais ou menos parecidas comigo.  o que procuro. Algum que possa me falar de coisas lindas e que possa ouvir o que eu tenho pra contar. No  muito. Vivo num mundo de limites estreitos e at chato. Tenho medo da vida, como poucos, me apavora correr riscos. Chato  que viver  correr riscos, no  verdade? Entrincheirado na rotina, no corro maiores riscos.
  A Internet  o meu endereo mais slido. Rochas de *bytes* e *megabytes* flutuando no oceano infinito do ciberespao onde me exilei por vontade prpria e criei meu territrio livre de chateaes e feito de certezas imutveis.
  Foi sempre assim, mas agora eu estou com 16 anos e lamento os amigos que no fiz, os que no consigo fazer, as trilhas que gostaria de percorrer e que me assustam muito. Tenho medo de tentar. D pra compreender isso?
  Quis acreditar que estava fazendo a coisa certa. Erro. Fracasso. Se no tento,
<98>
no experimento o sucesso, desconheo a decepo e o fracasso. Durante algum tempo deu certo, mas j no  o bastante. Quero amigos, quero muito. Sinto fome de gente, quero juntar amigos como quem junta lembranas saudosas dos tempos felizes, s quais se pode sempre retornar para um sorriso ou uma emoo protetora contra o frio cruel da solido. Acontece que sou tmido, no sei o que fazer, o que dizer, fico vermelho com facilidade, palavras demais morrem em meus lbios antes de serem ditas a pessoas legais, que talvez sentissem prazer com minha amizade.
  Meu primeiro refgio foram os poemas. Tenho muitos. Dezenas. No, centenas. Queimei outros tantos. Guardo-os para mim, pois minha famlia no os compreende e no tenho muitas outras pessoas que possam l-los. Ler e compreender. Adoro meus poemas, pois eles so os meus elos mais fortes com a vida. Bem, mas no bastam apenas meus poemas. Preciso de gente, daquele calor amigo, mesmo que apenas em palavras. Como disse, voc no  a primeira pessoa com quem tento me corresponder. J houve umas cinco ou seis, e com trs, pelo menos, troquei cartas por quase um ano. 
  (...)
  Voc disse que gosta de msica clssica. Tem alguma em especial? Adoro A *pastoral*, de 
 Beethoven. Bom, depende do estado de esprito. Quando estou com raiva ou penso em enfrentar o mundo, olhando-o nos olhos, Wagner  melhor. Ou os Raimundos, Racionais MC's...
  Espero no ter te assustado com o tamanho do *e-mail*, mas eu tenho tanta coisa para dizer e to poucos dispostos a me ouvir, que, quando pego um para vtima, ele o  integralmente.
<99>
  Alis, queria te propor o seguinte: vamos tentar as cartas tambm? , aquela mesma, com tinta no papel, selo, carteiro batendo na porta. Gosto de ver palavras no papel. Letra de gente, quente como gente, no papel. A idia e as emoes presas permanentemente naquela vastido branca me seduzem de verdade. A ansiedade da espera pelo carteiro derrama doses cavalares de adrenalina em minhas veias, contamina minha alma como um germe poderoso, um vrus mortal de incontveis incertezas e possibilidades.
  Topa meu desafio?
  Tudo bem, a gente volta para o computador de vez em quando, mas vamos experimentar?
  Vou ficar esperando sua resposta. Meu nome?
  No, voc no vai gostar do meu nome.  to comum. Que tal Abelardo? No seria m idia. Voc  Helosa e eu, Abelardo.
  Que tal? Topa a brincadeira? Voc conhece a histria? Era a favorita de meu pai. Ele queria pr o nome na primeira filha que tivesse. No deu.
  Vou ficar esperando sua resposta.

  Abelardo.
  (carinha sorrindo) feliz
<P>
Parte 3

<F->
de: ~,happymusic@newline.com.br~,
para: ~,abelardo@blyxto.com.br~,
assunto: Amizade 2 
Enviado em: 9 de abril 23:52
<F+>

Abelardo,

  Gostei muito do seu *e-mail*. Dentre todos os que recebi, o seu foi o nico que me trouxe o que eu esperava: a compreenso do meu recado naquele anncio dos classificados do portal.
  Eu preciso de um amigo, voc precisa de uma amiga. Esta  uma combinao que tem tudo para dar certo, por isso vou contar para voc um pouquinho de mim: sou Helosa, tenho 15 anos, estudo piano desde os 5 anos. No fumo, no bebo, no finjo, uso tnis o ano todo, uso *jeans* o ano todo, vou  praia o vero todo, leio, leio, leio demais. Sou mope, mas detesto culos (esto sempre dentro da gaveta). Penso muito, talvez mais do que deveria. Gosto de escrever, pois sei que me expresso bem atravs da palavra escrita e acho triste ver que as pessoas, por falta de hbito, no curtem ler e, muito menos, escrever.
  Por isso tudo, espero que no ache esquisito ou diferente uma garota de 15 anos cometer poucos erros gramaticais. Sempre fui boa em redao.
  Voc me passou uma coisa boa, sabe? Diferente das pessoas que conheo. Acho
<100>
que voc fala a mesma lngua que eu. Engraado, s vezes eu me sinto mesmo quase um ser de outro planeta. Eu falo, escrevo, o eco vai, bate na rocha e volta pra mim, completamente vazio de qualquer outra coisa alm dele mesmo. Ih, j estou fazendo confidncias... No se assuste. Voltando ao assunto: adorei seu *e-mail*. Adorei tudo que escreveu. Essa idia de *Abelardo* e *Helosa*  demais mesmo. No conheo a histria em detalhes, mas sei que se trata de uma histria de amor. Alis, adoro todas as histrias romnticas. Acho que essa minha alma musical, to ligada ao piano, faz com que eu seja um pouquinho cor-de-rosa quanto aos sentimentos de amor, amizade, carinho. Mas pode deixar, eu no vou casar com voc, t? Quem foi que falou em compromisso? Acho que  voc o apressado, hem, Abelardo? Acho que podemos dividir nossas cartas entre Internet e correio, embora eu no seja muito paciente. Acho que vou estar sempre louca para ler tudo que voc mandar. Mas  preciso fazer concesses, no? Ento, eu topo. At porque essa coisa da espera 
<P>
do carteiro  legal mesmo. Vou esperar sua resposta.

Um abrao,
 Helosa

<R+>
(Jlio Emlio Braz e Janaina Vieira. *S entre ns* -- Abelardo e Helosa. So Paulo, Saraiva, 2000. p. 10 a 14. Coleo Jabuti.)
<R->

<101>
<R+>
 1. Explique o que significam as partes abaixo.
 a) de: ~,abelardo@blyxto.com.br~,
 b) para: ~,happymusic@newline.~
  com.br~,
 c) assunto: Amizade
 d) Enviado em: 9 de abril 23:00

 2. Que tipo de texto  esse? O que voc observou para concluir?
 3. Abelardo inicia seu texto esclarecendo que no quer compromisso srio nem casamento. Por que ele faz isso, uma vez que 
<P>
  Helosa nem toca nesse assunto em seu anncio?
 
 4. Na *Parte 2*, Abelardo escreve:
     "Entrincheirado na rotina, no corro maiores riscos."
     Explique com suas palavras o trecho acima.

 5. Explique o significado da Internet para Abelardo.

 6. Observe este outro trecho da *Parte 2*:
     "Foi sempre assim, mas agora eu estou com 16 anos e lamento os amigos que no fiz, os que no consigo fazer, as trilhas que gostaria de percorrer e que me assustam muito."
 a) O que indica a palavra mas no trecho acima?
 b) Que sentimento revela esse trecho?
<P>
 7. Como Abelardo se caracteriza?
 8. Transcreva do texto o trecho em que Abelardo descreve a sua emoo quando recebe cartas.
 9. Pela descrio de Helosa, em que Abelardo se parece com ela?
 10. Por que Helosa repete tantas vezes o verbo "leio" na sua descrio?
 11. Explique a afirmao de Helosa: "Acho que voc fala a mesma lngua que eu."

<102>
 12. Em seu *e-mail*, Helosa diz ser um pouco "(...) cor-de-rosa quanto aos sentimentos de amor, amizade, carinho". Voc concorda com ela? Se voc tivesse de escolher cores para os sentimentos, que cor escolheria para:
 a) paixo;  
 b) raiva; 
 c) paz; 
<p>
 d) desconfiana; 
 e) prazer.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 13. Agora que voc conhece um pouco mais sobre Abelardo e Helosa, por que imagina que Abelardo entrou naquela sala de bate-papo no incio da unidade?
 14. Observe agora os cabealhos das *Partes 2* e *3* do texto. Que concluso podemos tirar sobre a data e o horrio em que os textos foram enviados?
 15. Observe que nos textos de correspondncia entre Abelardo e Helosa tambm h a utilizao da linguagem coloquial, porm h diferenas entre essa linguagem coloquial e a do *chat*. Explique quais so essas diferenas e por que elas existem.
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
1. Escreva, em seu caderno, o substantivo coletivo de:
 a) conjunto de fotografias; 
 b) conjunto de pessoas; 
 c) conjunto de estrelas; 
 d) conjunto de uvas, de bananas; 
 e) conjunto de livros;
 f) conjunto de carros em desfile; 
 g) conjunto de animais de uma regio; 
 h) conjunto de plantas de uma regio.

 2. Copie as frases, completando-as com o coletivo do quadro abaixo mais adequado ao contexto.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::
l  fauna -- bibliotecas --   _
l  lbum -- revoada --       _
l  ramalhete -- flora        _
h::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<p>
 a) Livros policiais, de romance, de suspense, enciclopdias, dicionrios podem ser encontrados nas ''''' 
 b)  emocionante a ''''' de pssaros no cu da cidade.
 c) Ontem guardei as ltimas fotos no '''''
 d) Catarina recebeu um lindo ''''' de rosas amarelas.
 e) Os incndios prejudicaram a ''''' e a ''''' brasileira.

<103>
 3. Reescreva as oraes, substituindo as expresses destacadas por substantivos coletivos. Faa as adaptaes necessrias.
 a) *Vrios avies* sobrevoavam aquela cidade.
 b) Acho que perdi meu *conjunto de chaves*.
 c) Aquele *conjunto de msicos* toca maravilhosamente bem.
 d) Registrou seu *conjunto de filhos* na poca certa.
<R->
<P>
Conhea alguns coletivos:

<R+>
 De fotografias, de selos -- lbum
 De letras -- alfabeto
 De ilhas -- arquiplago
 De pessoas reunidas para tomar determinadas decises -- assemblia
 De mapas -- atlas 
 De msicos -- banda
 De bandidos, crianas, aves -- bando
 De canhes, de peas de cozinha, de instrumentos musicais -- bateria
 De livros -- biblioteca
 De flores -- buqu
 De bananas, uvas, cabelos -- cacho
 De peixes -- cardume
 De carros em desfile -- carreata
 De abelhas -- colmia
 De pessoas -- comunidade
 De pessoas chamadas para discutir assuntos de interesse comum (mdicos, dentistas etc.) -- congresso
 De estrelas -- constelao
 De cantores -- coro
 De artistas -- elenco
 De abelhas -- enxame
 De avies -- esquadrilha
 De animais de uma regio -- fauna
 De plantas de uma regio -- flora
 De navios, nibus, automveis etc. -- frota
 De jurados -- jri
 De bois, de elefantes -- manada
 De chaves -- molho
 De pessoas -- multido
 De filhotes -- ninhada
 De bananas -- penca
 De pessoas -- populao
 De animais -- rebanho
 De alhos, de cebolas -- rstia
 De ndios -- tribo
 De estudantes, de trabalhadores -- turma
<R->

<104>
<R+>
4. Escolha trs coletivos que no tenham sido trabalhados nesta seo e forme frases com eles. Depois, leia-as para a classe.
<R->

Vamos produzir

  Redija um anncio como o de Helosa, presente na *Parte 1* do texto. Coloque as suas preferncias que considera mais importantes. Escreva seu endereo para o correio e seu *e-mail*, se tiver. 
  Junto com seus colegas de classe, vocs construiro um painel de endereos. Dem um ttulo para esse painel.
  Depois de pronto o painel, voc ler cada um dos anncios e um de seus colegas lhe escrever uma carta ou *e-mail*.
  Ao responder, escreva-lhe, com maiores detalhes, sobre as coisas que mais gosta de fazer, sobre seu jeito de ser, seus projetos para o futuro -- enfim, tudo o que se relaciona a voc. Utilize a linguagem coloquial em sua carta. 
  Em sua carta, no esquea de indicar o local e a data nem da assinatura. No envelope, escreva na frente os dados do destinatrio (o nome e o endereo completos da pessoa para quem voc enviar a carta); atrs, escreva os dados do remetente (seu nome e endereo completos).
  Combinem com o professor um dia para mostrarem as cartas e os *e-mails* recebidos.

<R+>
_`[{modelo de um envelope: Na frente: nome e endereo completos e CEP (Cdigo de Endereamento Postal) do destinatrio; atrs: nome e endereo completos e CEP do remetente._`]
<R->

<105>
Nunca se esquea

  Observe se no texto da carta:
<R+>
 voc colocou a data;
 pontuou adequadamente;
 as palavras foram escritas corretamente;
 a linguagem utilizada est adequada. 
<R->

  Veja se, no envelope:
<R+>
 o nome e o endereo do remetente esto completos e do lado correto;
 o nome e o endereo do destinatrio esto completos e do lado correto;
 voc colou o selo.
<R->

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc acha que as invenes tecnolgicas podem prejudicar o relacionamento das pessoas?
 Reflita e comente em quais situaes isso pode acontecer.
<R->

Estrelas em Greve
  Joo A. Carrascoza

  Todas as noites, as mulheres se punham diante da televiso para ver as novelas. Os homens cochilavam no sof e a crianada brincava com os computadores. Ningum tinha tempo de olhar para o cu. 
  Sem platia, as estrelas decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A Lua, solidria com as amigas, aderiu ao protesto e tambm se escondeu.
  Foi um fuzu no mundo inteiro. As galinhas, que dormiam com a estrela-d'alva, perderam o sono e deixaram de botar ovos. As corujas pararam de piar. Os tatus no saram mais das tocas. Os grilos silenciaram. Os anjos da guarda, que desciam  noitinha para
<106>
ninar as crianas, perdiam-se no caminho. As damas-da-noite no abriram mais suas ptalas. No escuro, o vento no enxergava nada e no sabia para onde soprar. Os poetas caram em desnimo e a produo de poesia imediatamente cessou. Os agricultores ignoravam se era ou no a poca certa para semear. As mars, desorientadas, subiam e desciam  deriva.
  Ento, os homens descobriram que aquilo tinha a ver com o sumio das estrelas. Chamaram os melhores astrnomos, mas eles no souberam explicar o ocorrido. Convocaram as feiticeiras para resolver o assunto, elas fizeram l suas mandingas, mas no adiantou nada. A coisa estava realmente preta.
  At que, numa noite, um homem saiu de casa e se ps a contemplar o cu na escurido. Lembrou que a me lhe ensinara a posio do Cruzeiro do Sul. Outro se juntou a ele e recordou as histrias de Lua cheia, quando aparecia o lobisomem. Um velho ouviu a conversa dos dois e veio contar que, em criana, tinha visto o Cometa Halley. Apareceu uma mulher e comentou que s cortava os cabelos na Lua minguante. Outra mulher falou que, havia alguns anos, vira uma estrela cadente e fizera um pedido. O marido ouviu-a e disse que o pedido era ter o amor dele para sempre. Outro homem contou que lhe nascera uma verruga no dedo porque, quando garoto, apontara para as Trs-Marias. Aos poucos, as pessoas foram saindo de casa e cada uma tinha sua histria para contar sobre a Lua e as estrelas.
  Quando estavam todos na rua olhando o cu vazio, as estrelas, que os observavam do fundo da noite, apareceram de surpresa, acendendo-se ao mesmo tempo. Foi lindo: parecia uma chuva de gotas prateadas. Em seguida, despontou a Lua, com seu brilho magnfico, como um holofote.
  A todos entenderam o motivo daquela greve. E, imediatamente, decidiram em consenso: podiam ver televiso, dormir no sof e brincar com o computador todas as noites. Mas, de vez em quando, iriam dar uma espiadinha no cu para ver o *show* das estrelas.

<R+>
(Revista *Nova Escola*. So Paulo, Abril, nov. 1997. 
  n.o 107. p. 30-1.)
<R->

<107>
<R+>
 1. Faa a leitura silenciosa do texto, prestando bastante ateno aos detalhes. Em grupo, combine com seus colegas uma recontagem oral da histria para a classe.

 2. Observe o contexto em que as palavras ou expresses abaixo foram empregadas e escreva no caderno o significado delas no texto.
 a) solidria 
 b) aderiu 
 c) fuzu 
 d)  deriva
 e) mandingas
 f) holofote

 3. Esse texto pode ser caracterizado como uma narrativa informativa ou de fico? Justifique sua resposta.

 4. Releia o 1o. pargrafo do texto e identifique entre os itens a seguir a que parte da narrativa ele corresponde.
 a) situao inicial 
 b) incio de conflito 
 c) clmax
 d) desfecho

 5. Que tipo de narrador o texto apresenta? Retire um trecho que comprove isso.
 6. Como era o relacionamento das pessoas antes do incio do conflito?
 7. O conflito comea quando um fato novo rompe essa rotina. Indique o pargrafo correspondente ao incio do conflito.
 8. Depois de iniciado o conflito, foram expostas as suas conseqncias. O texto apresenta trs pargrafos em que essas conseqncias so desenvolvidas. Localize-os e escreva que idia cada um desses pargrafos desenvolve.

 9. Explique por que o autor mencionou na histria os seguintes itens:
 a) corujas; 
 b) grilos; 
 c) damas-da-noite;
 d) agricultores;
 e) mars.

 10. O que o autor quis dizer com a expresso "A coisa estava realmente preta"? Essa expresso  exemplo de que tipo de linguagem? A que parte da narrativa ela pode ser relacionada?

<108>
 11. Copie do texto outras palavras ou expresses que exemplifiquem o mesmo tipo de linguagem da expresso analisada na questo anterior e responda por que elas foram utilizadas.

 12. Observe este trecho:
     "*At que*, numa noite, um homem saiu de casa (...)"
     A expresso destacada marca o incio de qual parte da narrativa?
     Identifique a resposta, escrevendo-a no caderno.
 a) clmax
<p>
 b) desfecho
 c) conflito

 13. Explique, com suas palavras, qual  a mensagem que o texto nos traz.
 14. Discuta com seus colegas e com o professor como cada tipo de texto desta unidade trabalhou o tema "Rumo ao futuro".
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as palavras em voz alta, prestando ateno ao som do grupo *qu*. Depois, reescreva-as no caderno, no grupo adequado.
 quarto -- quadra -- queijo --
  querido -- quilo -- aquoso --
  quartel -- queimadura --
  quente -- aqurio -- 
  quadrilha -- querosene --
  tanque -- quieto -- 
  quilmetro -- quiabo --
  quadro -- quando
<p>
 2. Explique qual foi o critrio escolhido para a separao das palavras em grupos.

 3. Leia as palavras abaixo em voz alta, observando a sua pronncia. Copie aquelas em que o *g*  utilizado na formao do dgrafo.
 sangue -- gesto -- pessegueiro --
  freguesia -- giz -- gilete --
  aougue -- guerra -- 
  estalagem -- bagagem -- 
  relgio -- preguia

<109>
 4. Escreva no caderno, com os dgrafos *gue* e *gui*, substantivos derivados dos seguintes substantivos:
 a) manga 
 b) figo 
 c) pssego
 d) amigo
 e) formiga
 f) prego
 g) fogo
 h) carga
 i) colega
 j) pingo

 5. Leia em voz alta as palavras, observando a pronncia dos grupos *gu* e *qu*, copie-as, separando-as em dois grupos.
 agentar -- tranqilo --
  quente -- esquisito --
  lingia -- sagi -- guerra --
  aguar -- quem -- quinze --
  Aquiles -- aquele -- guarda --
  agei -- guindaste

 6. Explique qual foi o critrio escolhido para fazer a separao.

 7. Observe as palavras que receberam  e conclua o que elas tm em comum.
<R->

  Chama-se *trema* o sinal utilizado _`[{em tinta_`] sobre a letra u, quando pronunciada, dos grupos *gue, qui, que, qui*.
<P>
<R+>
 8. Leia as palavras em voz alta e copie-as no caderno, colocando o trema quando for necessrio.
 questo -- cinquenta --
  equino -- aguentou -- enxgue --
  tranquilidade -- quatorze --
  querer -- quitanda --
  aguaceiro -- quarto
<R->

<110>
Vamos produzir

  Reconte a histria do texto *Estrelas em greve* em forma de desenhos. Crie, para cada pargrafo, um desenho transmitindo a idia nele contida. Depois, exponha os desenhos criados na sala de aula.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
 Sugestes de leitura

  1. *As palavras que ningum diz*, Carlos Drummond de Andrade, Record.
  2. *Vida de gente*, Fernando Bonassi, Formato.
  3. *~,romeu@julieta.com.br~,*, Telma Guimares de Castro Andrade, Saraiva. 

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Segunda Parte
